Folha dos Lagos, 13 de janeiro de 2011. Para quem não sabe, funciona da seguinte forma: “corre pra UPA porque parece que eles liberaram um paciente que ainta está no curativo, sangrando, está maior fuzuê na porta!”. O repórter, entusiasmado, vai. Na verdade, não havia auê nenhum e um olhar preguiçoso deixaria passar essa página e a capa em branco. Encarando discretamente todos os semblantes – que não costumam ser dos mais alegres em um pronto-socorro ou qualquer outro ambiente hospitalar – até perceber a indignação da sobrinha, que se tornou personagem principal da matéria. O desafio? Conquistar a confiança de uma pessoa que nunca te viu antes e fazê-la contar sobre a vida pessoal dela, a luta contra o alcoolismo do tio. “Só quero ver o que você vai fazer com todas essas informações”. Uma boa reportagem seria o meu dever. E está aí. Espero ter conseguido.
Folha dos Lagos, 7 de janeiro de 2011. Um dos maiores factuais que eu já fiz. Para variar, voltava tranquilo para a redação, até que o rádio, nos últimos suspiros de bateria toca: “tá com o Johnny (o motorista)? Voa para a delegacia que a capa tá lá, parece que o Burgão foi preso, chefão do tráfico”. E lá fui eu, no fim do expediente, desconfiado de que fosse mais alguma barrigada. Acabou sendo muito estimulante. Fiz capa e uma página inteira de polícia – o que nunca imaginaria, depois de nove meses contando histórias bonitas no Folha B. Horas na delegacia para não deixar faltar nenhuma informação. Contar primeiro e, se possível, melhor, é o lema.
Folha dos Lagos, dia 5 de janeiro de 2011. Um suíte sobre a rodoviária de Cabo Frio. Quem usa sabe que não é das melhores mesmo… Alta temporada, por lá, é sinônimo de estresse.
Folha dos Lagos, 4 de janeiro de 2011, terça-feira. Como anunciado na minha última coluna “Redator de Plantão”, o desconhecido me esperava. E eu também o esperava. Voltei para o factual que tanto chorava saudade. Relatar o relevante e contundente na vida do cidadão, vizinho. Sendo assim, dormirei com a cabeça mais leve. Sabendo que estou prestando serviço a todos. Não quero ser mais um jornalista a serviço do patrão em detrimento da sociedade. Isso, jamais.
Folha B, 9 de outubro. Última edição antes de eu entrar de férias. Minha cabeça ficou longe e acabei esquecendo de upar essa. Os olhos da minha professora de teoria brilharam. A intenção era apresentar profundidade no tema, através de uma reportagem sobre um tema ao alcance de todos da minha cidade, Cabo Frio e, de certa forma, qualquer contemporâneo meu. E também quis mostrar que as críticas Pierre Bourdier estão longe de ser absolutas.
Folha B, 30 de outubro. R. Sigma, uma banda de conteúdo. Essa foi a primeira capa depois de voltar as minhas tão sonhadas (e maravilhosas) férias.
Folha B, 18 de setembro de 2010. Primeira vez em primeira pessoa, uma vitória! Gostei do resultado, principalmente por causa do gancho.
Folha B, 4 de setembro de 2010. Antes do feriado da independência, promovi um debate sobre os conceitos que envolve a independência. Dessa vez, a cultura foi a capa de uma profunda crítica.
Folha B, 28 de agosto de 2010. Tudo é inspiração para esse artesão. Um resto de árvore achado no chão, um osso de boi, avestrus, tudo serve como matéria prima e se torna precisoso nas mãos dele. Um colar de osso parece pérola.










